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O R&B-A-BÁ de Erikah Badu

Um show incrível, com gente igualmente incrível. Isso é o que gente pode dizer sobre o show da cantora Erikah Badu que aconteceu ontem no Sesc Santo André. O Mov.E, como sempre, frenético por boa música, esteve presente e se esbaldou com o canto e encanto desta cantora talentosa.

Momento inesquecível foi se deparar com o “mosh” da cantora no meio da multidão. Isso mesmo, estimado leitor, ela literalmente se jogou no povo. E foi lindo! Sem falar na quantidade de vezes em que disse: Sao Palo! Sao Palo! I love you! Se lê assim mesmo, do jeito que foi escrito, tá? Só pra mostrar o sotaque da moça.

Ah, chega de papo e veja as fotos.

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Sobre a Erikah Badu aqui e aqui.


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Isso é só o começo // It is just the beginning

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A gente não precisa de muita informação concreta para sentir que algo novo está para acontecer ou está acontecendo. Basta acionar a sua sensibilidade, olhar para o céu, olhar as pessoas ao redor. Você vai dizer com tranquilidade: “é, tem algo de novo no ar”. Essa sensação aconteceu ontem durante todo o dia 5 de dezembro de 2013.

Não precisei olhar os jornais locais, consultar a internet ou perguntar para algum amigo. Claro que fiz isso logo na sequência do meu estranhamento. E a conclusão foi: sim, morreu Nelson Mandela. Mas a missão dele foi cumprida. Porém não concluída, sabe porquê? Ainda insistimos em vivermos separados. Mas separados por bobagens, pré-julgamentos, preconceitos, avaliações superficiais de nós mesmos.

Isso mesmo. Não é sobre o outro que estamos falando. Ao fazermos tais avaliações, estamos mostrando quem realmente somos, como funciona o nosso coração (se é que a gente tem um, né), os nossos olhos, a nossa percepção da vida. Não estou falando aqui que iremos conseguir amar todo mundo. Deveríamos, mas…

Estou falando que devemos nos policiar constantemente para que nossos pensamentos não virem ações prejudiciais às vidas das pessoas que irão sentir as consequências delas pelo caminho. E acorde! Estas ações, além de prejudicar o próximo, no fundo no fundo estão agredindo a você mesmo.

Veja como é ridículo existir uma fila para brancos e negros. Como se não viéssemos da mesma origem. Veja como é ridículo termos escolas para pessoas com a pigmentação da pele diferente. Afinal de contas, somo índios, portugueses, africanos, pardos, mamelucos, cafusos, mulatos, brancos, branquinhos, branquelo, pretinhos, negões, amarelos, jambo, moreninhos e no qual a raça é uma só. A humana.

Vamos fazer o seguinte. Que tal fazermos uma alto avaliação. O Mov.E, você, todos que leem isso aqui ou não. Vamos pensar ao contrário. Vamos fingir que fomos julgados e presos porque queríamos que todos pudessem beber um copo d’água. Isso mesmo, um copo d’água. E no julgamento a prisão era o nosso quarto, mas sem nada, tá? Quem já foi sequestrado sabe do que estou falando.

Viva Mandela! Viva a sua luta pela liberdade. Que será eterna.

Vejam dois vídeos da música “Mandela Day”. Uma homenagem do grupo Simple Minds feita no final da década de 80.