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Isso é só o começo // It is just the beginning

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A gente não precisa de muita informação concreta para sentir que algo novo está para acontecer ou está acontecendo. Basta acionar a sua sensibilidade, olhar para o céu, olhar as pessoas ao redor. Você vai dizer com tranquilidade: “é, tem algo de novo no ar”. Essa sensação aconteceu ontem durante todo o dia 5 de dezembro de 2013.

Não precisei olhar os jornais locais, consultar a internet ou perguntar para algum amigo. Claro que fiz isso logo na sequência do meu estranhamento. E a conclusão foi: sim, morreu Nelson Mandela. Mas a missão dele foi cumprida. Porém não concluída, sabe porquê? Ainda insistimos em vivermos separados. Mas separados por bobagens, pré-julgamentos, preconceitos, avaliações superficiais de nós mesmos.

Isso mesmo. Não é sobre o outro que estamos falando. Ao fazermos tais avaliações, estamos mostrando quem realmente somos, como funciona o nosso coração (se é que a gente tem um, né), os nossos olhos, a nossa percepção da vida. Não estou falando aqui que iremos conseguir amar todo mundo. Deveríamos, mas…

Estou falando que devemos nos policiar constantemente para que nossos pensamentos não virem ações prejudiciais às vidas das pessoas que irão sentir as consequências delas pelo caminho. E acorde! Estas ações, além de prejudicar o próximo, no fundo no fundo estão agredindo a você mesmo.

Veja como é ridículo existir uma fila para brancos e negros. Como se não viéssemos da mesma origem. Veja como é ridículo termos escolas para pessoas com a pigmentação da pele diferente. Afinal de contas, somo índios, portugueses, africanos, pardos, mamelucos, cafusos, mulatos, brancos, branquinhos, branquelo, pretinhos, negões, amarelos, jambo, moreninhos e no qual a raça é uma só. A humana.

Vamos fazer o seguinte. Que tal fazermos uma alto avaliação. O Mov.E, você, todos que leem isso aqui ou não. Vamos pensar ao contrário. Vamos fingir que fomos julgados e presos porque queríamos que todos pudessem beber um copo d’água. Isso mesmo, um copo d’água. E no julgamento a prisão era o nosso quarto, mas sem nada, tá? Quem já foi sequestrado sabe do que estou falando.

Viva Mandela! Viva a sua luta pela liberdade. Que será eterna.

Vejam dois vídeos da música “Mandela Day”. Uma homenagem do grupo Simple Minds feita no final da década de 80.


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Lá vem o Brasil descendo e subindo a ladeira. E o Mov.E. de volta.

Fala mundão! A gente ficou ausente online mas não off-line. Claro que quem não conhece a gente ao vivo vai falar “e daí?”. Mas quem vê de perto sabe dos obstáculos que costumamos passar. Inclusive os últimos acontecimentos que tomaram conta do Brasil. Nós estávamos lá também. E gritamos, tudo na paz claro, como todo cidadão que não está satisfeito. E nós também não estamos satisfeitos. Nem com o nosso blog. Por isso a gente vive se reinventando, buscando o novo, o velho com jeitão de novo, o louco, o absurdo e os fatos da vida. E aqui vai mais um. Fatos que participamos como qualquer brasileiro que se indignou nessas duas últimas semanas por uma não tão inocente esperança de que dias melhores virão. Porque lá vem o Brasil subindo e descendo a ladeira.

Aguardem mais novidades.

Fotos da Equipe do Mov.E. na PaulistaImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagemImagem


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Um lapso relapso.

O título não foi para se exibir. Depois de tanto tempo ausente, se exibir neste espaço talvez seja a última coisa que a gente consiga fazer. Pois é, meu querido leitor. O Mov.E. também tem lapsos. E não daqueles de memória. No nosso caso é o de escrever pra você mesmo. Porque isso fica parecendo que a gente tá dando um gelo em você, mas não é isso. Você trabalha, então entende a gente, né. Ou não?

Bom, mea culpa a parte, deixa a gente falar de uma coisa interessante. Ontem estivemos na final do programa Ídolos, sabiam? É sério! Quem vos escreve aqui, ganhou um abençoado convite para assistir tudo de camarote, ou melhor, do mezanino. Sim, sim, haviam muitas regalias. Mas não pense que tudo é só glamour.

Primeiro chegamos em um grupo de amigos, fomos comer no Fifties, encontramos mais amigos na porta, nos cumprimentamos, nos apresentamos, batemos um papo, bebemos um drink dançante, até entrar no Via Funchal. Lá dentro nos separamos, uns foram para a pista. E eu fui subir para o meu mezanino. Até aí, tudo bem. Comida e bebida liberado, gente bonita, aquela coisa toda. Só chegou um convidado inesperado no evento e principalmente nesta época do ano: o calor. Vou confessar uma coisa a você, querido leitor. Derretemos. A minha testa brilhava. O povo daqui do Mov.E. é guerreiro, resiste até o final. E foi assim que assistimos o Rodrigo Faro apresentando a Claudia Leite, o Lulu Santos, Rebelde, Zezé de Camargo e Luciano (mais artistas se apresentaram, mas não lembro os nomes agora) e os finalistas: com o rosto brilhando.

Outra coisa que me chamou a atenção, além do calor, foi perceber o quanto as pessoas famosas são reais. Pois é, por que a gente as vezes endeusa as pessoas de tal maneira, que é como se eles nem precisassem pentear os cabelos. Basta acordar e tá cabeleira toda lá arrumadinha. Como diriam uns amigos meus, “a intimidade é uma merda”. Percebi que quando você chega muito perto, o encanto perde efeito. Tem prazo de validade. Eu já sabia disso, mas no show de ontem ficou tudo concreto.

Bicho, eu olhava a Claudia Leite, o Lulu, Rebelde, Zezé de Camargo e Luciano e pensava assim: “cara, esses malucos podiam ser meus vizinhos.” Não pensem aqui que é pretensão. Deus me livre. Mas ao olhar de perto, você percebe que eles são iguais a você. Eles suam, tem rugas, usam maquiagem para esconder sinais da idade e outra coisas que nem valem  apena escrever aqui. A única diferença entre eles e você, é a conta bancária e a exposição na mídia. Se você parar para pensar um pouco, isso é um bom sinal. Afinal, todo mundo é igual, até que a conta bancária nos separe.

P.S.: Deve ser por isso que o Michael Jackson se isolava do mundo. Para manter o encanto intacto.

Ah, e parabéns ao Henrique, o vencedor do Ídolos.


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Lápis ou computador? Eis a questão.

Eu nunca parei para pensar nisso quando um dia fui escrever num pedaço de papel branco e aconteceu o que? Me deu branco. Sempre tive ao meu lado uns bloquinhos loucos, de capas com ilustrações modernas ou coisa assim. Já deixei um deles até ao lado da minha cama antes de dormir. Ué, vai que surge uma idéia no meio dos meus sonhos e eu resolva registrar tudo lá.

Mas gente, isso acontece raramente agora. Adivinha o motivo. Tem um computador prontinho para essas ocasiões na minha frente. E quando me deu aquele branco, fui correndo para o teclado e digitei tudo que eu queria. Saiu tudo facinho, facinho. Na hora não me deu branco, me deu texto no Word, Msn, Facebook, Twitter, Orkut. Sei lá. Só sei que deu um monte de coisa pra fazer ao mesmo tempo. E o que eu só queria era escrever um simples texto.

Quando tudo começou a fluir bem, comecei a questionar se eu sabia ainda escrever com as mãos, como fazia até bem pouco tempo atrás. Pensei: “Caraca, vou para alfabetização outra vez”. Eu sei que no computador tudo é melhor, mais rápido, mais fácil e blá, blá, blá. Mas hoje eu me peguei abrindo um caderno e escrevendo normalmente, sem dar branco. A única coisa que deu foi o azul, da minha caneta esferográfica. Como é bom ficar em cima do muro nessas horas. É como ter dois amores em mundos diferentes, mas que se complementam.


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Frase de parachoque digital.

Diretamente da caixa de entra do meu e-mail, eis um pensamento muito interessante.

“Ninguém é tão feio como na identidade, tão bonito como no Orkut, tão feliz como no Facebook, tão simpático como no Twitter, tão ausente como no Skype, tão ocupado como no Msn e nem tão bom como no Curriculum Vitae!”

Quem mandou foi a Marcinha. Valeu Marcinha! Uhu!